domingo, 26 de outubro de 2008

Cecília Meireles


4o. MOTIVO DA ROSA



Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,

mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinho
sao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.



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